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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Modelos aditivos e multiplicativos


Os modelos de valor dos imóveis podem ser classificados como modelos aditivos, multiplicativos e mistos.

Os modelos aditivos consideram que o valor dos imóveis pode ser obtido como a soma de componentes correspondentes à influência de diferentes factores, sendo deste tipo o modelo clássico que expressa o valor de um imóvel como a soma do terreno mais a parte construída (Chica Olmo, 1994; e Dantas, 1998):

VTotal = VTerreno + VConstrução

Os modelos aditivos têm sido amplamente usados na literatura de avaliação imobiliária.

A avaliação de um imóvel como a soma de uma parte correspondente ao terreno e outra correspondente à construção é muito utilizada nas avaliações em massa de imóveis para fins tributários. Porém, os modelos aditivos pressupõem independência entre os termos somados da equação. O valor do imóvel como a soma do terreno e da construção implica que os valores da construção e do terreno são independentes entre si e esta hipótese é considerada altamente restritiva e inadequada para a realidade do mercado imobiliário (Chica Olmo, 1994; Dantas, 1998; Cano Guervós, 1999: Gloudemans, 2002).

A hipótese de independência implica também que os factores de localização influenciariam apenas o valor do terreno e não o valor da construção e então o valor de uma determinada construção edificada sobre um terreno não dependeria do valor do terreno nem da localização, conclusão que não corresponde à realidade do mercado imobiliário.

Os modelos multiplicativos, por outro lado, modelam o valor do imóvel por meio do produto de factores:
Vtotal = F1*....*Fn

Podem também ser estimados por regressão múltipla considerando como variável dependente o logaritmo do valor do imóvel:

Log (Vtotal) = Log (F1*....*Fn)
Log (Vtotal) = Log F1 +.... + Log Fn

Uma das importantes vantagens dos modelos multiplicativos sobre os aditivos encontra-se em que os primeiros permitem analisar a interacção entre variáveis independentes (Dantas, 1998). Segundo este autor, uma das vantagens que apresenta a transformação logarítmica da variável dependente, e pela qual ela é muito utilizada nos modelos de regressão de valor dos imóveis, é que ela permite a construção de modelos multiplicativos.

Os modelos multiplicativos permitem ainda encontrar um método para homogeneizar os dados de mercado, como pode ser verificado em Lima (1995), Dantas (1998) e Gámez Martinez et al. (2000).

Outra característica diferenciadora entre modelos é o tipo de imóvel que tentam analisar. Enquanto na maioria dos trabalhos científicos publicados a amostra de dados de mercado pertence apenas a um tipo específico de imóveis, por exemplo, somente terrenos ou apartamentos, alguns estudos propõem a modelagem conjunta para diversos tipos de imóveis no mesmo modelo.

Os modelos multiplicativos mostram-se mais apropriados para a modelagem conjunta de vários tipos de imóveis.

Segundo Gloudemans et al. (2002), os modelos de avaliação para terrenos são comparativamente mais problemáticos e têm menor precisão do que os modelos para imóveis construídos, especialmente nas áreas muito urbanizadas e de maior valorização. Geralmente os terrenos são escassos e existem muitos interessados em adquiri-los (especuladores, empresas construtoras e empresas comerciais), fazendo os seus preços terem maior variância. Os modelos que combinam terrenos e construções permitem obter vantagens quanto ao tamanho da amostra e estabilidade dos respectivos modelos, particularmente em áreas muito urbanizadas.

O estudo desses autores analisa se os modelos combinados têm a mesma capacidade de predição do que os modelos separados. Para isso, considera três amostras de dados de mercado pertencentes a três áreas da cidade de Edmonton, Alberta, Canadá. A cidade de Edmonton é dividida em 11 áreas para fins de avaliação. As três amostras contêm 1345, 2549 e 4571 dados de imóveis, sendo terrenos 31.2%, 15.7% e 20.5% respectivamente.

O estudo conclui que os modelos combinados permitem avaliar terrenos e construções sem perda significativa de precisão em relação aos modelos separados obtendo maior estabilidade. Para isto, devem ser incluídas no modelo variáveis que diferenciam os terrenos dos imóveis construídos.

Gloudemans (2002) também apresenta um estudo onde são incluídos no mesmo modelo diferentes tipos de imóveis, terrenos e construções. O estudo inclui imóveis que pertencem a três cidades: Jefferson County (Denver, Colorado), Clareview (Edmonton, Alberta) e Ada County (Idaho). As amostras são de respectivamente 4836, 4382 e 12821 imóveis, com percentagens de terrenos sobre o total da amostra de 4.5%, 20.5% e 14.6% respectivamente. As variáveis de localização são classificadas em variáveis de vizinhança (zonas homogéneas) e variáveis de acessibilidade e são testados 5 modelos que incluem todos os imóveis da amostra. O objectivo do estudo é analisar se as variáveis de localização influenciam da mesma forma os terrenos e os imóveis construídos.

O estudo conclui que a modelagem conjunta de terrenos e construções permite obter resultados de maior estabilidade e confiabilidade, principalmente no caso dos terrenos, que constituem em geral um tipo de imóvel que é difícil de encontrar em quantidade suficiente para modelagem nos grandes centros urbanos, dificultando uma correcta avaliação dos mesmos. O estudo conclui também que uma percentagem de terrenos de 4.5% da amostra foi suficiente para obter um modelo geral de avaliação adequado, sem perda de precisão.

Carlos Trivelloni (2005) apresenta um método para a determinação do valor da localização dos imóveis, usando técnicas de estatística espacial. Entre todas as variáveis que influenciam no valor dos imóveis, as variáveis ou factores referentes à localização dos mesmos são as mais complexas de analisar e modelar. A multiplicidade de factores ambientais, sociais e económicos que influenciam no valor dos imóveis numa determinada região é difícil de ser modelada adequadamente pelos métodos inferenciais tradicionais, provocando problemas de especificação nos modelos e autocorrelação espacial nos resíduos, comprometendo a confiabilidade da avaliação.
Os modelos de estatística espacial, em especial os de regressão espacial e os métodos geoestatísticos, são usados neste trabalho de forma combinada para estimar o valor da localização dos imóveis.

O modelo de regressão espacial do erro é utilizado para homogeneizar os valores observados de uma amostra de mercado de imóveis heterogéneos e este valor homogeneizado é analisado e modelado por métodos geoestatísticos.

A krigagem por blocos permite estimar uma variável regionalizada que representa o valor da localização dos imóveis. O semivariograma dos valores observados na amostra de mercado também é usado para a estimação da matriz de pesos do modelo de regressão espacial.


Uma aplicação do método é realizada para uma amostra de mercado de dois bairros do município de São José, Santa Catarina, Brasil. O método proposto permitiu encontrar um índice do valor da localização dos imóveis que se mostra fortemente significativo no modelo de regressão para todos os tipos de imóveis da região e que modela de forma coerente e consistente o efeito do conjunto de pólos de valorização presentes na região. A estrutura espacial do índice de localização estimado elimina toda a autocorrelação espacial nos resíduos do modelo de regressão, melhorando o poder explicativo e a confiabilidade da avaliação.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Modelos de valor. Factores influenciadores do valor.

Modelos de valor. 
Factores influenciadores do valor. 

Tradicionalmente, na literatura de avaliação de imóveis, são considerados como principais factores influenciadores da explicação do valor dos imóveis os factores de vizinhança, de acessibilidade e as características próprias construtivas do imóvel (Can, 1990). Além desses factores principais também são considerados como importantes outras informações como a época da avaliação, a economia geral da região, as leis vigentes (tributárias, de planeamento e gestão urbana) e a situação legal do imóvel, entre outras.

Os modelos de valor, que expressam a relação do valor como variável dependente com os factores influenciantes como variáveis independentes, têm sido tradicionalmente tratados por métodos econométricos e são chamados modelos hedónicos de preços, onde o peso relativo de cada variável explicativa no valor total do imóvel é modelado por regressão múltipla.

Segundo Goodman e Thibodeau (1995 e 1997), a equação geral de preços hedónicos de imóveis pode ser expressa da seguinte forma:

V = f(L,S,N,P,t)

Onde V é o valor estimado de mercado, L representa as variáveis características do lote, S corresponde às variáveis estruturais ou construtivas do imóvel, N representa as variáveis correspondentes à vizinhança, P corresponde as variáveis de proximidade ou distância a pontos de valorização importantes e t corresponde ao período de tempo em que a avaliação é realizada.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

[2ª Edição] ITeCons, Coimbra - Engenharia de Avaliações


Curso Inferência Estatística e Regressão Linear Simples e Múltipla. Curso sobre a temática das Avaliações de Bens Imobiliários com objetivo de proporcionar aos participantes conhecimentos de Inferência Estatística aplicados na Engenharia de Avaliações, com aplicação de modelos de regressão linear múltipla, seguindo normas internacionais e os preceitos determinados pela NBR 14.653-2 da ABNT.
O público alvo desta acção são profissionais ligados à atividade de avaliação imobiliária com necessidade de aprofundar os seus conhecimentos nas metodologias cientificas de avaliação, e todos aqueles que pretendem iniciar-se neste tipo de avaliações.
Os formandos serão convidados a desenvolver diversos trabalhos práticos de forma a consolidar os conhecimentos adquiridos. No final, dependendo do aproveitamento atingido será emitido um certificado de formação profissional com avaliação quantitativa.

Neste contexto, o ITeCons irá promover a 2ª Edição desta acção de formação, leccionada pelo Eng.º José Cardoso da Silva, a decorrer nas instalações do ITeCons, no seguinte horário:

- Dias 20 e 27 de Janeiro e 3, 10 e 17 de Fevereiro de 2017, das 15:00 às 21:00 (sextas-feiras).

Os formandos que frequentem no mínimo 80% da acção de formação, receberão gratuitamente uma licença do software CastleR®, por um período de seis meses, sem limite de emissão de relatórios de avaliação.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Cálculo do Grau de Fundamentação

 Tecnologia CastleR

O CastleR,  na versão 1.8.47, traz a inédita e importante funcionalidade de "Cálculo Automático do Grau de Fundamentação da Avaliação". 

O enquadramento de Fundamentação  trata-se da especificação da avaliação, que é função direta do nível de aprofundamento e da qualidade do estudo estatístico. 

Agora, pode-se verificar exatamente em qual Grau de Fundamentação o projeto de Avaliação está sendo enquadrado no momento e, clicando-se em qualquer X vermelho da nova interface, identificam-se quais os itens que estão a impedir a verificação  daquela célula. Dessa forma, é fácil perceber o que está impossibilitando um possível aumento da fundamentação, possibilitando a identificação das ações necessárias para se atingir o Grau desejado. 


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Finalizou a 1ª Edição do curso de Engenharia de Avaliações - Metodologia Científica, promovida pelo ITECONS

Curso básico  de Inferência Estatística e Regressão Linear Simples, Múltipla   e não Linear

Finalizou a primeira edição do curso de Engenharia de Avaliações - Metodologia Científica, promovida pelo ITECONS - Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico em Ciências da Construção, com uma turma de Avaliadores de  Imóveis, oriundos das mais diversas regiões de Portugal. 


Na sede do ITECONS em Coimbra  a primeira edição do curso satisfez  as mais exigentes expectativas de todos os formandos, contando com excelentes estruturas de acesso e apoio. Estamos já com a parceria e promoção do ITECONS  a preparar uma segunda edição com abertura de inscrições para breve.



O CastleR foi utilizado pelos profissionais avaliadores aampliando as suas capacidades de trabalho e técnica na arte de Avaliar. Siga-nos e junte-se a nós neste blogue e junte-se ao grupo de profissionais pioneiros na Comunidade CastleR em Portugal.


Finalizou 1ª Edição do curso de Engenharia de Avaliações - Metodologia Científica, promovida pelo ITECONS


Curso      básico  de Inferência Estatística e Regressão Linear Simples,    Múltipla   e não Linear

Finalizou a primeira edição do curso de Engenharia de Avaliações - Metodologia Científica, promovida pelo ITECONS - Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico em Ciências da Construção, com uma turma de Avaliadores de  Imóveis, oriundos das mais diversas regiões de Portugal. 

Na sede do ITECONS em Coimbra  a primeira edição do curso satisfez  as mais exigentes expectativas de todos os formandos, contando com excelentes estruturas de acesso e apoio. Estamos já com a parceria e promoção do ITECONS  a preparar uma segunda edição com abertura de inscrições para breve.





O CastleR foi utilizado pelos profissionais avaliadores para aprimorar suas capacidades de trabalho na técnica e arte de avaliar. Siga-nos neste blogue e junte-se ao grupo de profissionais que faz já  a Comunidade CastleR em Portugal.




sábado, 8 de outubro de 2016

Comunidade CastleR, a caminho..

Tem início, na data de amanhã (07/10/2016), a primeira turma de avaliações de imóveis no exterior a utilizar a tecnologia da Regression Engenharia.
Em parceria com a empresa GETEP-Arquitectura e Engenharia - Gestão e Mediação Imobiliária (www.getep.pt), estamos iniciando projeto de realização de cursos e de implantação do CastleR em toda região de Portugal e, futuramente, em outros países daquele continente.
Os alunos avaliadores portugueses irão começar a utilizar, em suas avaliações, a plataforma CastleR Portugal, que foi totalmente compatibilizada com as características geográficas e divisões regionais do país, tipologias específicas, com os atributos e variáveis importantes dos imóveis portugueses, com a língua e se tornou apta a realizar as projeções de valores em euro(€).
O CastleR se tornará pioneiro em utilizar recursos em nuvem, banco de dados compartilhado, inferência estatística avançada e processos robustos de geoprocessamento, para avaliar imóveis, nesta nova região de atuação.
Para mais informações, acesse: http://www.getep.pt/software




quarta-feira, 13 de julho de 2016

Curso básico de Inferência Estatística e Regressão Linear Simples e Múltipla

Avaliação imobiliária - Curso básico de Inferência Estatística e Regressão Linear Simples e Múltipla

Curso sobre a temática das Avaliações de Bens Imobiliários com objetivo de proporcionar aos participantes conhecimentos de Inferência Estatística aplicados na Engenharia de Avaliações, com aplicação de modelos de regressão linear múltipla, seguindo normas internacionais e os preceitos determinados pela NBR 14.653-2 da ABNT. 
O público alvo desta acção são profissionais ligados à atividade de avaliação imobiliária com necessidade de aprofundar os seus conhecimentos nas metodologias cientificas de avaliação, e todos aqueles que pretendem iniciar-se neste tipo de avaliações. 
Os formandos serão convidados a desenvolver diversos trabalhos práticos de forma a consolidar os conhecimentos adquiridos. No final, dependendo do aproveitamento atingido será emitido um certificado de formação profissional com avaliação quantitativa. 
Neste contexto, o ITeCons irá promover uma acção de formação, leccionada pelo Eng.º José Cardoso da Silva, a decorrer nas instalações do ITeCons, nos dias 7, 14, 21 e 28 de Outubro de 2016. 


Os formandos que frequentem no mínimo 80% da acção de formação, receberão gratuitamente uma licença do software CastleR®, por um período de seis meses, sem limite de emissão de relatórios de avaliação. 

Objectivos
Proporcionar aos participantes conhecimentos de Inferência Estatística aplicados na Engenharia de Avaliações, com aplicação de modelos de regressão linear múltipla, seguindo normas internacionais e os preceitos determinados pela NBR 14.653-2 da ABNT.
Destinatários

- Destina-se a profissionais (Engenharia, Agronomia, Economia, Gestão Imobiliária ou Arquitetura) ligados à atividade de avaliação imobiliária com necessidade de aprofundar os seus conhecimentos em metodologias científicas de avaliação de bens em geral; 
- Profissionais que pretendam iniciar-se nas atividades de avaliação imobiliária; 
- Estudantes do ensino superior que frequentem no mínimo o 4º ano do curso.
Programa
1.  Apresentação dos aspectos normativos relevantes das normas específicas da ABNT
- NBR 14.653-1/2001: Avaliação de Bens;
- NBR 14.653-2/2004: Avaliação de Imóveis Urbanos;

2.  Fundamentos do Método Comparativo de Dados de Mercado
- Conceitos normativos relevantes;
- Conhecimento do objecto;
- Planeamento e preparação da pesquisa;
- Trabalho de campo;
- Tratamento de dados;
- Escolha e discussão do Modelo;
- Avaliação do Objecto;

3.  Tratamento dos dados amostrais homogéneos
- Noções básicas de estatística Inferencial;
- Amostragem;
- Estimadores de tendência central e de dispersão;
- Distribuições de frequência de probabilidade;
- Propriedades dos estimadores;
- Testes de hipóteses;
- Intervalos de confiança;

4.  Tratamento dos dados por Regressão Linear
- Escolha de Variáveis Explicativas e Explicada;
- Codificação de Variáveis Qualitativas (Dummies, Proxies, Booleanas, Categóricas);
- Análise exploratória de dados;
- Análises de tendências;
- Especificação de modelos;
- Estimação dos parâmetros;
- Testes de significância dos parâmetros e do modelo;
- Análise de resíduos;
- Pressupostos básicos;
- Modelos via transformações (modelo exponencial, potencial, hiperbólico);
- Escolha, interpretação e discussão de modelos;
- Verificação dos pressupostos básicos (linearidade, homocedasticidade, normalidade, não multicolinearidade e não autocorrelação serial e espacial);
- Modelos Especiais e Variáveis de Interacção;
- Inferência dos factores de homogeneização fundamentados;
- Enquadramento nos graus de fundamentação e precisão segundo as normas da ABNT;
- Apresentação de estudos de caso;
- Elaboração de Relatório de Avaliação;
- Aplicações práticas com utilização do EXCEL e do CastleR.

Requisitos
Pressupõe-se que os formandos, preferencialmente, detenham já conhecimentos dos métodos de avaliação tradicionais (não limitativo).

sábado, 25 de junho de 2016

Palestra sobre Engenharia de Avaliações-Licenciatura de Construção e Reabilitação do IPT


Cerca de meia centena de profissionais e estudantes, acompanharam com interesse a Palestra sobre Engenharia de Avaliações proferida pelo Engenheiro Técnico Cardoso da Silva, que com vários exemplos reais fundamentou a importância da utilização de metodologias científicas.

A sua utilização permite a redução de erros grosseiros na fase de avaliação que se não forem detectados poderão inviabilizar qualquer projecto empreendorista de reabilitação.

A Nova Licenciatura de Construção e Reabilitação do IPT, preocupa-se com a necessidade de complementar a formação base de engenharia civil, com áreas do conhecimento necessárias que permitem colocar a construção e reabilitação como um dos motores da actual economia nacional.
Vem estudar connosco a forma de ultrapassar os novos desafios financeiros colocados à engenharia, inscreve-te na Licenciatura de Construção e Reabilitação do IPT.
Partilha com os amigos.



IPT - ESTT - Licenciatura em Construção e Reabilitaçãoadicionou 2 fotos novas — em Instituto Politécnico de Tomar.



quinta-feira, 23 de junho de 2016

No Confronto Entre Medologias de Avaliação

No Confronto Entre Metodologias Tradicionais e Metodologias Científicas de Avaliação Imobiliária;  Instituto Politécnico de Tomar em 23.06.16 com o Patrocínio da Ordem dos Engenheiros Técnicos- OET, Região Centro a cujo ilustre colega e estimado Presidente Eng. Luis de Almeida endereçamos o nosso agradecimento pelo reconhecimento, sensibilidade e apoio prestado na pertinente divulgação e consciencialização da necessidade desta mudança de paradigma nos métodos de avaliação imobiliária em Portugal.





segunda-feira, 20 de junho de 2016

PALESTRA- Do Tradicional ao Cientifico, Engenharia de Avaliações

PALESTRA
Do Tradicional ao Cientifico, Engenharia de Avaliações
23 de Junho de 2016 - estt.ipt
O Instituto Politécnico de Tomar, numa associação conjunta com a OET – Ordem dos Engenheiros Técnicos, vai levar a efeito uma Palestra dedicada ao tema "Do tradicional ao científico, engenharia de avaliações”.
A Secção Regional Centro da OET – Ordem dos Engenheiros Técnicos, associa-se a este evento, através da sua divulgação e convida-o a participar nesta iniciativa que irá decorrer no dia 23 de junho, na Escola Superior de Tecnologia de Tomar.
O Engenheiro Técnico Cardoso da Silva possui um MSc. Engª Civil em Ciências da Construção pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
É perito certificado pela CMVM Nº AVFII/14/123. 




quarta-feira, 1 de junho de 2016

A Primeira Base de Dados de Imóveis, nacionalmente partilhada.

A Metodologia Científica  na avaliação imobiliária em Portugal, é muito pouco usada! São raros os profissionais a actuar nessa área que a usam. Mas é uma tendência global,  um percurso que urge começar a fazer em Portugal e uma oportunidade que deve aproveitar comercialmente.


Nessa perspectiva planeamos desenvolver  três acções de formação: Módulo Básico, Intermédio e Avançado.

 Veja aqui:http://www.getep.pt/#!cursos/klyg5

CASTLER é um software  com diversas novidades,  na aplicação da metodologia, na referenciação        geoespacial, entre outras…..tem a particularidade de pretender constituir a primeira base de dados de imóveis caracterizados para avaliação, nacionalmente partilhada. Com todos os Municipios e freguesias de Portugal previamente refenciadas.


O BANCO DE DADOS COMUNITÁRIO, é a grande novidade do sistema CastleR, nele o usuário tem    acesso ao banco de informações imobiliárias que está armazenado no nosso ambiente de nuvens "Cloud Computing".O banco de dados    do CastleR conta com uma    completa e detalhada descrição dos imóveis, incluindo coordenadas Geográficas que permitem a perfeita visualização em ferramentas de GEO, como o Google Earth / Google Street, por exemplo.
       Dentre as variáveis que existem no banco de dados do CastleR, encontramos: Variáveis de Data, Mercados, Espaciais, Códigos Alocados, Discretas, Contínuas, Multiplas Seleções e Quantitativas Agrupadas, além das Geoespaciais e das recursivas.

domingo, 29 de maio de 2016

Parecer Técnico de Avaliação

A plataforma CastleR é pioneira em ajudar o Profissional Avaliador na geração real de seus Pareceres Técnicos de Avaliação Mercadológica (PTAM), com a qualidade que é requerida por instituições financeiras (instituição de garantias), por tribunais (constituição de perícias), por grandes clientes corporativos, entre outros. 


A plataforma CastleR utiliza Metodologia Científica para a geração do PTAM, por meio de inferência estatística e regressão linear múltipla, aliada a avançados conceitos de Geoprocessamento e em processos geridos inteiramente dentro dos preceitos mais avançados da NBR-14653.

Esta metodologia, reconhecida pela NBR como sendo cientifica, difere frontalmente dos procedimentos empíricos de comparação direta adotados pelos fatores de homogeneização, fundamentados ou não, onde predomina o subjetivismo dos coeficientes corretivos que, muitas vezes, não respeitam o mercado e o atrelam ao pensamento e à vontade do avaliador, deixando, dessa forma, o parecer carente de credibilidade objetiva.

A Metodologia Científica, dentro da avalição de imóveis, propícia a busca do verdadeiro comportamento do mercado, através de modelos matemáticos complexos que descrevem a real influência dos atributos formadores de valor, livre de subjetividade e das fórmulas empíricas, por isso oferece muito mais valor técnico às avaliações e deixa muito menos margem às eventuais contestações do PTAM.

O procedimento para se gerar o PTAM através do sistema é muito simples, basta que o profissional avaliador insira as informações básicas do(s) imóvel(eis) a ser(em) avaliado(s) que o CastleR se encarrega de todo o processo de cálculo e resultados. São sempre mantidos atualizados, pela plataforma, macromodelos estatísticos regionais, banco de dados de mercado e demais informações imobiliárias vigentes utilizadas para a inferência dos valores de venda e/ou aluguer.

Avalie com muito mais qualidade. Utilize o CastleR para gerar seus Pareceres.

Clique aqui e baixe um exemplo de um Relatório de Pericia (PTAM) gerado automaticamente pelo sistema.
Para nossos utilizadores iniciantes, disponibilizamos o “Programa Primeiros Passos com o CastleR”. Veja mais detalhes na página.
Clique aqui e veja em quais regiões do pais já é possível utilizar a base de dados do CastleR em Portugal.

Cadastre-se e comece a usar agora !
 
(*) O CastleR é a única plataforma, para geração automática de PTAM ,que utiliza modelos matemáticos (metodologia cientifica) para avaliação dos imóveis. É um novo e grande passo dentro do ramo de serviços, que é oferecido ao Profissional Avaliador, que propicia garantia de qualidade de Pareceres Técnicos de Avaliação Mercadológica e de demais estudos mercadológicos.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Importância da Avaliação do Valor de Mercado e sua Variação.

O conhecimento do verdadeiro valor de mercado dos imóveis de uma região interessa a muitos participantes da sociedade.

Desde os próprios participantes individuais no mercado como compradores e vendedores, passando pelos agentes comerciais permanentes do mercado, como imobiliárias, investidores, empresas construtoras, até aos órgãos públicos do Estado e Municipais que têm parte da sua receita originada no valor de mercado dos imóveis e que, por meio das suas obras públicas, podem influenciar naquele mercado.

Os municípios em Portugal são responsáveis pela aplicação dos impostos sobre a propriedade e a transferência imobiliárias com o Imposto Municipal Sobre Imóveis – IMI, e o IMT Imposto Municipal sobre Transacções Onerosas de Imóveis, entre outras taxas. Para realizar a gestão destes tributos precisam amiúde da avaliação de imóveis nas respectivas regiões tributárias.

Cardoso da Silva, em “Avaliação Imobiliária – O CIMI face à Inferência Estatística” (2005), conclui que:

 A Metodologia CIMI aplicada à determinação do valor de mercado acarreta erros com uma amplitude que demonstra a sua ineficiência como metodologia de avaliação imobiliária e exígua explicação do valor de mercado, com evidente prejuízo da equidade pretendida.

O carácter dúbio das directrizes relativas à apreciação da qualidade construtiva, da localização excepcional e do estado de conservação, associado à debilidade da definição destes conceitos constantes na Portaria nº 1427/2004, e a inexistência de um descritor de valor para eles, na prática levará à diferenciação patrimonial de imóveis semelhantes.

Nas áreas-limite dos zonamentos, quase sempre coincidentes com arruamentos, os índices de localização operam a promoção de um dos lados e a desvalorização do outro, sem que se preveja no método nenhum processo correctivo para as desigualdades que fomenta.

Constatou-se uma completa incapacidade do método de processos de diferenciação do valor patrimonial,  de diferentes fracções dentro do mesmo prédio e face, por exemplo, à orientação, como à exposição, ou dimensão panorâmica.

Face à amplitude do erro detectado, 66,34% em 85% do valor de mercado associado ao emprego da metodologia CIMI, e atendendo particularmente à legislação que a suporta, se nos casos em que tal erro ocorra por defeito, se pode aceitar isso na defesa dos contribuintes, já nos casos em que tal ocorre por excesso, porquanto isso tem de injusto, – ter um património contributivo valorizado pelo Estado em níveis que o próprio mercado não confirma, deveria nesses casos, após revisão estar assegurado ao contribuinte o direito de defesa e demonstração do erro, ou a  resolução comercial com o Estado, dado que de um bem essencial de equipamento social se trata.

O Decreto-Lei n.º 287/2003, nesta situação, sem a consagração  do direito de contestação com prova diversa ou extra regulamentar, é fortemente penalizante para uma indústria que ciclicamente ocorre numa produção excedentária bem como para utentes e proprietários finais.

Situação que se tem verificado de forma cada vez mais incidente, em todo o território nacional, nos últimos cinco anos, penalizando seriamente  industriais e proprietários, favorecendo colectas tributárias inadequadas e injustas.

O Decreto-Lei n.º 287/2003 na sua extensão confere à Metodologia CIMI um estatuto de rigor quase científico (porque regulamentarmente incontestável), carácter que claramente não tem, e importa denunciar e corrigir tal presunção.

Apesar da importância, por muitos  reconhecida, da necessidade de contar com Plantas de Valores Genéricos (PVG), a sua implementação prática apresenta importantes dificuldades técnicas, principalmente devido a problemas de metodologia aplicada, de disponibilidade de informações actualizadas e de acesso e domínio de ferramentas de análise e modelagem apropriadas.


Vários agentes sociais e económicos, estão portanto,  interessados em conhecer o correcto valor de mercado dos imóveis de uma região, os métodos usados e suas garantias de acerto, equidade e justiça,  mantendo actualizada essa informação. 

domingo, 22 de março de 2015

VALOR DE MERCADO E PREÇO

O valor de mercado é definido como a quantia mais provável pela qual se negociaria voluntariamente e conscientemente um bem, numa data de referência, dentro das condições do mercado vigente.
Segundo Dantas (1998), o mercado imobiliário compõe-se de três elementos: os bens levados a mercado, as partes desejosas em vendê-los e as partes interessadas em adquiri-los.

Para Gonzalez (1996a e 1996b), as características próprias de imobilidade e a baixa elasticidade na produção e renovação dos bens imóveis fazem do mercado imobiliário um mercado claramente imperfeito. Dantas (1998) argumenta que, em relação aos participantes do mercado, compradores e vendedores, o mercado imobiliário é geralmente dominado por uma grande parte de agentes, investidores, empreendedores, que concorrem entre si, formando um oligopólio.


Estas características fazem com que os preços praticados num mercado sejam mais distantes do valor de mercado quanto mais oligopólico for o mercado. 

Valor de Mercado e Preço

O preço, segundo a Associação Brasileira De Normas Técnicas NBR 14653-1 (2001), é a quantia pela qual se efectua ou se propõe efectuar uma transacção envolvendo um bem, um fruto ou um direito sobre ele.

Segundo Dantas (1998), é comum confundir o valor de mercado com o preço de um bem imóvel. O preço pode ser inferior ou superior ao valor de mercado, dependendo de circunstâncias particulares da negociação, como a urgência do vendedor ou do comprador para realizar a transacção. Contudo, como os preços praticados pelo mercado podem estar ora abaixo ora acima do valor de mercado, na prática, estima-se o valor de mercado como a média dos preços.

O método comparativo de dados de mercado, usado prioritariamente na Engenharia de Avaliações, busca encontrar uma relação entre os preços que são praticados no mercado e as diversas características dos imóveis que determinam o valor dos mesmos.

Porém, esta relação não é determinística senão aleatória. Imóveis com características individuais semelhantes podem ter preços de venda diferentes por diversas razões. Portanto, para um mesmo elemento do domínio da função do valor, poderiam existir vários elementos da imagem da mesma, o que torna a relação entre os preços e as características influenciantes de carácter aleatório.

O valor de mercado pode ser considerado uma variável aleatória cuja estimação pontual é feita pela média dos preços praticados no mercado.

A condição fundamental para a aplicação do método comparativo de dados é a existência de um conjunto de elementos que possa ser tomado, estatisticamente, como uma amostra representativa do mercado.

A principal informação de referência ou base de comparação do valor de mercado dos imóveis é a dos preços de venda efectivamente realizados num determinado período de tempo e numa determinada região.

As ofertas de imóveis à venda também fazem parte da base de dados de comparação, porém, elas contêm um factor de diferença em relação ao eventual valor de venda no mercado, que é a margem de negociação embutida no preço de oferta. Toda a oferta inclui uma margem do valor sujeita a negociação que será explorada pelos eventuais interessados.

A literatura de Engenharia de Avaliações aponta a preferência pelo uso de dados de vendas reais em vez do  uso de ofertas, por serem considerados melhores indicadores do verdadeiro valor de mercado dos imóveis. No entanto, a falta de acesso a informações reais deste e a falta de confiança nos valores declarados nas transacções leva, na maioria dos casos, ao uso de dados de ofertas como massa de dados principal nas avaliações.

Os valores de ofertas podem ser considerados aproximações do valor de mercado dos imóveis, mas para isto deve ser considerada a margem de erro contida neste tipo de dados. As ofertas geralmente têm embutidas no seu valor duas possíveis fontes de diferença em relação ao valor de mercado. Uma delas é a estimação pelo vendedor do valor de mercado do imóvel; a outra é o valor adicionado na oferta como margem de negociação entre vendedor e comprador. Nenhuma destas duas possíveis fontes de diferença pode ser conhecida a priori pelo avaliador que utiliza esta informação de mercado como parte da sua amostra. Elas dependem de factores subjectivos como o grau de conhecimento do mercado e as expectativas do vendedor, a sua urgência em realizar a venda, entre outros factores. Um vendedor, necessitado de vender de forma rápida, colocará uma margem de negociação menor, para a oferta resultar mais atractiva face a outras. Um vendedor sem urgência na venda pode colocar uma margem maior, procurando maximizar o seu lucro.

Qualquer venda efectivamente realizada inclui uma negociação particular entre vendedor e comprador, onde também operam vários factores subjectivos. Desta negociação resultará o preço final da venda. Por esta razão, o preço de venda e o valor de mercado podem ser diferentes.

Apesar das possíveis diferenças entre o valor de oferta e o valor de mercado, na prática de avaliação imobiliária muitas vezes devem ser usados como fontes de informações os dados de oferta de imóveis como informação de referência do seu valor de mercado, devendo considerar-se e estimar também a margem média de negociação embutida no seu valor.

Os dados de oferta são uma fonte de informação pública e numerosa e que reflecte as tendências reais do mercado imobiliário.Pode dizer-se então que o preço de oferta de um imóvel é uma variável proxy do seu valor de mercado. 

sábado, 17 de janeiro de 2015

Hipóteses

A combinação de modelos permite tratar as características de valorização dos imóveis nas suas duas classes principais: as características construtivas e as características de localização. Estas duas classes de variáveis geram comportamentos diferenciados nos dados de mercado considerando estes como dados geográficos ou espacialmente distribuídos. As hipóteses a verificar são:

Hipóteses:

1. O valor da localização de um imóvel, que pode ser definido como a interacção ou o efeito combinado de todos os factores que influencim na vizinhança do imóvel, pode ser considerado como uma variável regionalizada e modelado por meio da aplicação de métodos geoestatísticos sobre uma amostra de dados de mercado.

2. Os factores de localização que influenciam no valor dos imóveis de uma região actuam sobre todos os tipos de imóveis de forma semelhante, e a influência específica deles para cada tipo de imóvel pode ser modelada por métodos econométricos a partir dos dados de mercado.

3. Os modelos de regressão espacial e em particular o modelo espacial do erro permitem estimar o efeito das variáveis construtivas e das características físicas dos imóveis, possibilitando a sua homogeneização para reduzir a heterogeneidade em relação a estas variáveis numa amostra de dados de mercado.

4. A definição e especificação da matriz de vizinhança utilizada nos testes e modelos de regressão espacial podem ser auxiliadas com o uso das técnicas geoestatísticas, especialmente a função semivariograma, a partir de critérios objectivos baseados nos dados de mercado.


5. Na modelagem do valor dos imóveis podem ser utilizadas em forma combinada as duas técnicas de análise espacial: os modelos de regressão espacial e a krigagem, permitindo estimar de forma adequada os dois tipos de factores que influenciam no valor dos imóveis: as suas características físicas e construtivas e as suas características de localização. 

domingo, 28 de dezembro de 2014

FACTORES DE LOCALIZAÇÃO

Entre todas as variáveis que influenciam no valor dos imóveis, as variáveis ou factores referidos à localização dos imóveis são as mais complexas de analisar e modelar.

Os factores de localização que participam da valorização de um imóvel são inúmeros: características da cidade e do bairro, proximidade a centros comerciais, culturais, centros de educação, de saúde, factores de segurança pública, características socioeconómicas da vizinhança, proximidade a factores ambientais desejáveis ou indesejáveis, entre outros. A lista completa de factores que potencialmente e efectivamente interagem para valorizar uma localização e os imóveis ali construídos pode ser extremamente ampla.

A dinâmica urbana produz uma contínua mudança e mobilidade na enumeração destes factores: natividades comerciais que abrem ou fecham mudando as características de uma vizinhança, novos empreendimentos económicos e sociais e investimentos públicos, quase toda a mudança na fisionomia urbana afecta directa ou indirectamente o valor dos imóveis localizados nas suas áreas de influência.

Os modelos de avaliação tradicionalmente utilizados na engenharia de avaliações apresentam algumas dificuldades para lidar com esta complexidade de factores.

Os modelos econométricos ou modelos hedônicos de preços procuram explicar o valor dos imóveis a partir da influência de variáveis explicativas, sendo estas geralmente classificadas como variáveis construtivas ou próprias do imóvel e variáveis de localização ou de acessibilidade e vizinhança, que podem ser comuns a um conjunto de imóveis próximos entre si.

As variáveis de acessibilidade são geralmente consideradas como uma função da distância do imóvel a um determinado pólo de valorização ou desvalorização. Variáveis deste tipo podem não se mostrar estatisticamente significativas num modelo de regressão por vários motivos, desde alguns relacionados com a composição da amostra, até ao grau de generalidade que o pólo valorizador possa ter em relação ao conjunto de imóveis de uma região.

As variáveis de vizinhança tentam medir estes efeitos de um ponto de vista local, definindo áreas de vizinhança onde as variáveis de localização podem ter um efeito semelhante para todos os imóveis. As variáveis de vizinhança podem apresentar problemas relacionados com a definição e delimitação destas áreas homogéneas. Geralmente a delimitação das mesmas é definida em função de critérios externos à análise dos dados de mercado como, por exemplo, usar zonamentos definidos para outros objectivos, nem sempre representativos de zonas verdadeiramente homogéneas, podendo isto gerar problemas de significância destas variáveis.

As variáveis ou factores de localização que não são correctamente especificados e modelados podem gerar outro tipo de problemas nos modelos de regressão. Além da perda de poder de explicação do modelo, o tratamento incompleto ou inadequado de factores de localização pode provocar a autocorrelação espacial nos resíduos do modelo. A presença de autocorrelação espacial nos resíduos invalida uma das hipóteses básicas de aplicação do modelo de regressão e questiona a validade dos testes de hipótese da regressão tornando ineficientes as estimativas.

Tentando encontrar soluções teóricas e metodológicas para os problemas mencionados, duas técnicas estatísticas diferentes têm sido propostas paralelamente para o tratamento e modelagem dos efeitos espaciais nos dados de mercado: as técnicas de econometria espacial ou modelos de regressão espacial e as técnicas geoestatísticas.

O trabalho, que partilharemos em futuros postais, propõe um método para a análise e modelagem dos factores de localização dos imóveis utilizando de forma combinada os dois tipos de modelos espaciais mencionados: os de regressão espacial e os geoestatísticos.

A combinação de modelos permite tratar as características de valorização dos imóveis nas suas duas classes principais: as características construtivas e as características de localização. Estas duas classes de variáveis geram comportamentos diferenciados nos dados de mercado considerando estes como dados geográficos ou espacialmente distribuídos.


O  trabalho propõe também incluir, na análise dos factores de localização de uma determinada região, imóveis de tipos diferentes, modelando a influência da localização sobre cada tipo de imóvel a partir da análise dos dados de mercado, construindo assim um modelo mais abrangente e estável.