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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Benefícios Fiscais para os imóveis eficientes, em IMI e IMT.

Tem um imóvel com produção de energia a partir de fontes renováveis? 
Então pode beneficiar de uma redução de 50% da taxa de imposto municipal sobre imóveis (IMI). Esta é uma das novidades da nova fiscalidade verde, em vigor desde o início deste ano. O objetivo do Governo com as novas vantagens fiscais em sede de IMI e IMT é dinamizar a reabilitação urbana e a eficiência energética no setor da construção, segundo explica o Ministério do Ambiente.
“Os benefícios fiscais atribuídos no âmbito da Reforma da Fiscalidade Verde em sede de IMI e IMT têm em vista promover a reabilitação urbana bem como a consagração da eficiência energética na reabilitação urbana, designadamente na execução de obras de construção, reconstrução, alteração, ampliação, demolição e conservação de edifícios, que visem, nomeadamente a recuperação de zonas históricas e de áreas críticas de recuperação e reconversão urbanística", declara fonte oficial do gabinete do ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva.
Como conseguir a redução das taxas de IMI e IMT
A redução de taxa de IMI nos prédios urbanos começa no ano, inclusive, em que se verifique a afetação prevista para efeitos da redução da coleta. E dura enquanto se mantiver a produção de energia a partir de fontes renováveis no imóvel - sendo que este benefício vigora pelo período de cinco anos.
Para poder beneficiar desta vantagem fiscal é preciso apresentar um requerimento devidamente documentado no serviço de Finanças da área do prédio, no prazo de 60 dias contados a partir de quando tem a produção renovável que lhe permite aceder à redução à colecta.
Além disso, os imóveis com eficiência energética podem gozar de um desconto de 15% na taxa de IMI, caso isso seja deliberado em assembleia municipal.
O que é um imóvel eficiente?
Para ser considerado como eficiente, o prédio tem de ter uma classe energética igual ou superior a A. Também os imóveis que depois de obras de construção, reconstrução, alteração, ampliação e conservação de edifícios, passem a ter uma classe energética atribuída ao prédio seja superior, em pelo menos duas classes, face à classe energética anteriormente certificada entram nesta categoria.

E os prédios rústicos não ficam de fora das novas regras da fiscalidade verde. Mediante deliberação da assembleia municipal, as autarquias podem fixar uma redução, até 50 %, da taxa de imposto municipal sobre este tipo de imóveis integrados em áreas classificadas que proporcionem serviços de ecossistema não apropriáveis pelo mercado.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Casas com boa eficiência energética pagam menos impostos em Odemira


Um bom exemplo e uma medida inteligente, amiga do ambiente e da qualidade.



Os donos de imóveis, em Odemira, classificados como Classe A ou A+, ao abrigo do Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior, vão ter uma redução de 10 por cento sobre o valor patrimonial das suas casas, para efeitos do pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), em 2015.


A medida foi aprovada pela Câmara de Odemira, na última reunião do executivo, que teve na ordem do dia a fixação dos valores de diversos impostos municipais, para o próximo ano.

«Para 2015, a taxa de IMI a vigorar no Município de Odemira será igual a 2014, no valor de 0,34 por cento para os prédios urbanos. As taxas serão majoradas em 30 por cento para os prédios urbanos degradados, sendo estas agravadas para o dobro no caso dos prédios que se encontrem devolutos há mais de um ano», revelou a autarquia, numa nota de imprensa.

Outras medidas aprovadas são a manutenção, em 2015, «da participação no Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) com domicílio fiscal no concelho de Odemira [4,75 por cento], bem como a não aplicação de Derrama às pequenas empresas com sede no concelho e cujo volume de negócios não ultrapasse os 150 mil euros».

Já as empresas que ultrapassem este volume de negócios, «estarão sujeitos a uma taxa de Derrama de 1 por cento sobre o lucro tributável sujeito e não isento de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC)».

Fonte:POR  • 21 DE OUTUBRO DE 2014 - 11:04

quinta-feira, 31 de maio de 2012

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA - ARGUMENTO DE VENDAS


A eficiência energética é um argumento de vendas

Ultrapassada a crise, a reabilitação urbana - até agora um flop no País - ganhará cada vez mais peso e a eficiência energética será uma tendência nos escritórios, de acordo com as conclusões da segunda edição da "Your Office Anywhere", promovida pelo Avila Business Centers e o OJE. O escritório virtual é uma solução para a internacionalização das empresas portuguesas.

A reabilitação urbana tem sido um flop em Portugal. Só um município o faz verdadeiramente, o Porto, com projetos concretos no terreno", afirma Miguel Marques dos Santos, advogado, sócio da Garrigues. O responsável pelo departamento de imobiliário e urbanismo da Garrigues Portugal fala com conhecimento de causa, uma vez que coordenou o grupo de trabalho que apresentou a actual proposta de lei do arrendamento, tendo levado a cabo um estudo sobre o regime de arrendamento e de reabilitação urbana, com análise e soluções para os problemas existentes. As alterações à reabilitação urbana pretendam facilitar numa lógica de "fazer a reabilitação urbana, simplificando". Para o advogado, a nova legislação, que abrange o arrendamento, obras e reabilitação, "vai criar mais mercado no segmento de escritórios, assim que haja investimento para tal". Foi com esta apreciação pela óptica jurídica que Miguel Marques dos Santos abriu a segunda edição da "Your Office Anywhere". Subordinada ao tema "Mercado de Escritórios - Sustentabilidade, Gestão de Espaços e Tecnologias de Informação", organizada pelo Avila Business Centers, em parceria com o OJE.

Jorge Bota, managing partner da consultora imobiliária B. Prime, frisou que, na certificação energética, "a legislação criou maior pressão nos promotores, para terem a melhor qualificação possível nos seus projetos". Hoje, "cerca de 14% dos edifícios novos têm classificação A e A+ e a maioria tem certificação B e C". Isto porque atingir o patamar "A" envolve "um investimento muito pesado". E se, no passado, a certificação energética máxima era considerada por poucos, "hoje, as empresas, sobretudo as multinacionais, começam a ter algumas preocupações neste sentido para os seus espaços, embora ainda não estejam muito disponíveis para pagar". Jorge Bota defende que a "eficiência é um argumento de vendas - não há inquilinos dispostos a pagar mais por tal, mas é um argumento diferenciador". Diz ainda que "o investimento inicial nos edifícios com eficiência energética pode ser compensador e, ultrapassada a crise, vai ser uma tendência".

Em relação à mudança de instalações, "é importante para as empresas, na medida em que permite discutir e colocar muitos processos em causa", segundo Jorge Bota. A venda de escritórios "gera sempre dinamismo e tem resultados positivos se for bem gerida e tratada - o nível de satisfação das pessoas é muito elevado e reflecte-se numa maior produtividade". O managing partner da B. Prime admite que "os ocupantes empresariais são cada vez mais exigentes, querem ter mais por menos, além de que há uma redução na dimensão dos espaços". E, falando especificamente de Lisboa, apesar de não haver soluções "no centro da cidade, o que levou ao êxodo nos últimos anos para Oeiras e, mais recentemente, o Parque das Nações", considera que a reabilitação urbana vai ganhar cada vez mais peso.

Raquel Santana, responsável pela supervisão do serviço de escritório virtual, coworking e arrendamento de escritórios do Avila Business Centers, explica como o escritório virtual é uma solução para a internacionalização das empresas nacionais. A business center manager, que tem a seu cargo a plataforma myOffice (aplicação de escritórios virtuais orientada para dispositivos móveis) e a criação da myOffice International Network, enumera as vantagens deste serviço chave na mão customizável, como a morada para recepção de correspondência, o atendimento telefónico personalizado ou a disponibilização de espaços equipados para reuniões e acções de formação. Acrescenta que este tipo de solução flexível evita a deslocação ao país onde a empresa quer estar presente para procurar e alugar um espaço, demora 24 horas a ser instalada, no idioma local e "numa morada de prestígio, a um custo muito reduzido". E, apesar de ser ideal para empresas de pequena dimensão ou em início de actividade, Raquel Santana dá os exemplos da multinacional americana Starbucks, em Portugal com um escritório virtual, e da gigante da Internet Google, que entrou no Brasil com solução idêntica.

Rui Pereira da Silva, managing director de public services na Reditus Consulting, descreveu como um office center no Espaço Ávila foi a solução ideal na altura da criação da sua empresa em 2009, a SolidNetworks. "Por uma questão de custos de entrada - não tínhamos capital para investir num escritório próprio, a equipa era reduzida, e pelo serviço chave na mão", resume o responsável da start up, entretanto adquirida pela Reditus Consulting.

Pedro Aniceto, product & marketing manager na GMS Store, e Marcos Santos, diretor da divisão de negócio office na Microsoft Portugal, demonstraram as potencialidades das soluções tecnológicas como forma de facilitar o ambiente de trabalho - e o trabalho em si - dos profissionais em constante mobilidade. Para Pedro Aniceto, "o iPad mudou a forma de trabalhar, é uma desmaterialização do escritório. Além de que não há um igual: cada utilizador tem as suas aplicações e utilizações diferentes", consoante as necessidades profissionais e de lazer. Marcos Santos adianta que as plataformas colaborativas - as soluções "cloud" - permitem a "integração das comunicações" e tornam "os trabalhadores mais independentes, podendo trabalhar onde quiserem, desde que tenham ligação à Net".

Fonte: OJE

quarta-feira, 16 de maio de 2012

POUPANÇA ENERGÉTICA, TELEMETRIA


O BES e a empresa tecnológica portuguesa ISA estão a desenvolver um projeto de redução dos consumos energéticos considerado pioneiro no sector bancário europeu pela inovação, dimensão, abrangência e forma integrada como gere diferentes estruturas em diferentes ambientes e geografias.

Através de um sistema de equipamentos de monitorização energética e ambiental e de um software de gestão de energia, o banco passou a ter a capacidade de visualizar e gerir em tempo real todos os consumos energéticos da sua rede de edifícios e agências.


O projeto chama-se Programa Interno de Eficiência Energética, arrancou em 2011 e através deste sistema o banco gere diariamente 358 agências e os 19 edifícios do Grupo BES e centraliza toda a informação sobre o seu consumo energético.

A solução encontrada permite agregar informação, ver e analisar consumos, tendências, detetar oportunidades, desperdícios, averiguar poupanças e cumprimento de objetivos.

A ISA (Intelligent Sensing Anywhere), afirma que o projeto é pioneiro "porque os projetos existentes na Europa incidem sempre na troca de equipamentos por outros mais eficientes que desempenham a mesma tarefa".
A abordagem da empresa de telemetria e telegestão é diferente, uma vez que "não incide nos equipamentos mas na mudança de comportamentos dos utilizadores e na gestão integrada de todo o processo".

Por isso o banco sensibilizou os seus colaboradores para comportamentos e atitudes mais eficientes, através de normas reforçadas por campanhas de comunicação interna e inquéritos de satisfação, o que levou a uma poupança de 10% no consumo de energia em 2011.


No fim de 2012 prevê-se que o banco reduza em 15% os seus consumos de energia, o que representa uma poupança de mais de 500 mil euros por ano. Com um investimento de um milhão de euros, o retorno está assim assegurado no prazo de dois anos.

Pedro Mendes revela, entretanto, que "a ISA pretende replicar este projeto noutros bancos portugueses e em países e regiões do mundo onde tem escritórios, como Espanha, França, EUA, Brasil e Médio Oriente".



Ler mais: http://expresso.sapo.pt/poupanca-energetica-chega-ao-sector-bancario=f725911#ixzz1v34qVD00