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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

QUAL SERÁ HOJE A VIDA ÚTIL DE UM PRÉDIO HABITACIONAL ?


 
Voltando ao tema do valor do terreno e de um modo sintético:

Num empreendimento o seu presumivel valor final de transacção PVT é determinado pelo método de custos ou de reposição, (em que fica patente o valor para o Seguro do mesmo), pela expressão PVT= T+ Cc+Ea+Ef+Ec+LP em que Cc são custos da construção, os E são encargos administrativos (incluindo projectos e licenças), financeiros e de comercialização e LP ou por vezes dito LI (lucros / imprevistos) para lucro do promotor. 

Assim o T deverá valer, na óptica do construtor/promotor, o remanescente do valor a que se pretende vender deduzido de todos os custos da construção. Assim o T deverá cobrir o preço de compra do mesmo, não esquecendo que sobre o mesmo há a pagar o IMT e taxas e eventuais custos de infraestruturas (se não as houver ou ligações a grande distãncia das redes de água, electricidade e esgotos) . 

Particular atenção a custos de demolições de construções existentes no local ou movimentos de terra apreciáves. Todavia é fundamental ter conhecimento do PDM local para verificar da viabilidade da construção pretendida e o terreno não ter ónus. 

Feito isto é espectável que o terreno valha 20% a 35% função do local e finalidade da construção: desde a habitação em prédio em PH em local pobre ou comércio em locais nobres, passando pelas moradias e escritórios.

 Tudo isto em mercado estabilizado, o que não é o caso actual, e num pressuposto de prédio novo a construir ou usado e depreciado conforme tabela de Ross-Heidecke. 

Questão aos colegas para discussão : Qual a vida útil um prédio habitacional? . Colegas, um abraço.

Por,
Manuel Da Veiga Alves, aqui: 
https://www.facebook.com/cardosodsilva


Cardoso da Silva Manuel Da Veiga Alves, grato pela questão que levanta.

Pertinente sem dúvida. Estou a pensar na analogia, por estes tempos esquecida, do necessário tempo de amortização do investimento face ao presumível rendimento,...dado que a variável e componente de mais valias ou valorizações, a bem dizer, deixa de estar presente. Ao invés, teremos assim proválvelmente no futuro, que atender à desvalorização comercial, pela via do valor actualizado liquido, num cenário de provável deflação...e no términus de uma vida útil cada vez mais breve, necessáriamente reinvestir remodelando, reabilitando.

Sabendo-se que a vida técnica "útil" do imobiliário, por via da inovação é cada vez menor, a questão que põe parece-me tão simples quanto pertinente. Vou, com sua anuência, pegar nela e replicá-la o meu blogue a que convido se junte aqui.


Caros Colegas,

Qual a V/  reflexão ou opinião, sobre a questão? Deixe-nos o seu comentário.

Grato.



quinta-feira, 31 de maio de 2012

ESCRITÓRIO VIRTUAL - MODELO DE FUTURO


Carlos Gonçalves: “O escritório virtual é o modelo de futuro”

No âmbito da conferência "Mercado de Escritórios - Sustentabilidade, Gestão de Espaços e Tecnologias de Informação", Carlos Gonçalves, diretor-geral do Avila Business Centers, explicou ao OJE como o escritório virtual é o novo paradigma e de que forma a sustentabilidade é uma aliada das empresas.

Qual a relação entre sustentabilidade e escritórios virtuais?
O escritório virtual é um verdadeiro exemplo de modelo de trabalho orientado para a sustentabilidade e claramente um modelo de futuro do mercado, a par de outras soluções, como o coworking, por exemplo. Como contraponto ao escritório tradicional, em que os colaboradores têm praticamente a obrigatoriedade de se apresentarem no mesmo, o que obriga a deslocações diárias, no caso do escritório virtual, o trabalho é realizado à distância, eliminando, à partida, estas deslocações diárias, podendo o trabalho ser realizado em qualquer lugar e a qualquer hora. Empresas como a Oracle poupam, por ano, cerca de 300 milhões de dólares (236 milhões de euros) em despesas com o imobiliário, refletindo-se naturalmente em poupanças a nível energético. Nesta empresa tecnológica, 50% dos trabalhadores estão em regime de teletrabalho, poupando recursos energéticos e de combustível, tornando este modelo bastante sustentável e também atrativo para os colaboradores. Trata-se de um novo paradigma e a conferência "Mercado de Escritórios - Sustentabilidade, Gestão de Espaços e Tecnologias de Informação" pretende apresentar alguns casos de estudo neste domínio, não deixando de analisar o mercado de escritórios tradicional, a eficiência energética, as plataformas colaborativas e o cloud computing. Em Portugal, estamos a acompanhar as tendências que se verificam tanto nos EUA como no resto da Europa.

Em relação aos centros de escritórios existentes no País - ainda há um grande trabalho a fazer para atingir a sustentabilidade, de que forma terá de ser feito?
Há claramente muito ainda a fazer nos centros de escritórios ditos "tradicionais". Hoje deverá haver a preocupação de ter um espaço bem dividido, com zonas comuns e com iluminação e climatização adequados à dimensão e que respondem às necessidades de conforto dos clientes, tanto os que usufruem do espaço físico como os que utilizam o escritório virtual e de coworking. Deverá existir a preocupação de utilizar iluminação LED, ter um excelente isolamento térmico, o que está inerente ao conceito de sustentabilidade, para além de sistemas inteligentes de consumo energético, com vista a maximizar a sustentabilidade dos espaços. Muitas empresas estão a incentivar a utilização de veículos não-motorizados, como o caso de bicicletas. Por exemplo, os clientes de coworking deslocam-se habitualmente de bicicleta até ao escritório.

A longo prazo, os edifícios de escritórios mais antigos e menos sustentáveis, apesar das rendas mais baixas, tornam-se mais dispendiosos? Que oportunidades irão gerar os velhos edifícios?
Sim, é uma realidade. Temos o nosso caso particular: há uns anos, tivemos de transitar para instalações modernas, pois a reabilitação das instalações antigas pressupunha um investimento por parte dos senhorios que não se concretizou, provocando custos acrescidos a cada ano que passava. Este é um caso que acontece recorrentemente em espaços de escritórios tradicionais e que faz com que as empresas gastem muito dinheiro a nível energético, sobretudo devido ao fraco isolamento térmico de que esses escritórios padecem, o que leva sempre a enormes gastos a nível de climatização. Atualmente, os centros de escritórios já estão sensibilizados para as vantagens da eficiência energética e da sustentabilidade, investindo nas mais recentes tecnologias neste campo, o que se reflete naturalmente no preço final e real da utilização de um escritório físico ou virtual, revelando-se na opção mais correta na altura de escolher o escritório.

A sustentabilidade é uma preocupação de quem procura escritórios no mercado português ou o preço é o último argumento?
Ambos são importantes e o preço também está diretamente relacionado com a sustentabilidade. Como referimos acima, é a fatura final que conta e não o aluguer por metro quadrado. Tudo tem impacto nas contas do aluguer, como a luz, a climatização, o condomínio, etc. Na conferência, iremos abordar as vantagens de as empresas utilizarem o modelo de centros de escritórios, nomeadamente na vertente de serviço chave-na-mão, onde todas estas variantes estão incluídas, para além do apoio de secretariado e atendimento telefónico, pelo que o cliente sabe exatamente o que vai pagar, não tendo surpresas inesperadas, como acontece nos centros tradicionais. No contexto atual, o cliente continua a valorizar o preço acima de tudo, mas é um pacote completo que ele pretende. Se existir um pacote de aluguer que reúna as duas vertentes - sustentabilidade e preço -, de certo vai captar a sua atenção. Acima de tudo, o cliente procura uma relação preço/benefício equilibrada.

Mercado em debate
A segunda edição da "Your Office Anywhere" é subordinada ao tema "Mercado de Escritórios - Sustentabilidade, Gestão de Espaços e Tecnologias de Informação". Organizada pela empresa de aluguer de espaços físicos de trabalho chave-na-mão e escritórios virtuais Avila Business Centers, em parceria com o OJE, tem lugar no dia 25 de maio, no Auditório da Microsoft, Parque das Nações, em Lisboa.

O atual contexto de recessão exige uma nova abordagem ao mercado de escritórios. Por um lado, há uma contração na procura de novos espaços, por outro, há novos desafios, como a sustentabilidade, a tecnologia e os novos modelos de gestão de espaços de trabalho. Como tem reagido o mercado português? Quais as oportunidades para 2012 no mercado de escritórios? Quais as estratégias que estão a ser adotadas na escolha e conceção do espaço de trabalho? Quais as oportunidades na reabilitação de edifícios e das tecnologias de informação? Os desafios do arrendamento e da reabilitação urbana, a sustentabilidade dos edifícios (eficiência energética e racionalização de espaços), o escritório virtual como solução para a internacionalização das empresas portuguesas, cloud computing e o acesso ao escritório "any time, anywhere", entre outros modelos que representam o escritório do futuro, são algumas das questões que vão estar em debate, fomentado por um painel de especialistas em consultoria imobiliária, arquitetura, centros de negócios e tecnologias de informação ou eficiência energética.

Fonte: OJE

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA - ARGUMENTO DE VENDAS


A eficiência energética é um argumento de vendas

Ultrapassada a crise, a reabilitação urbana - até agora um flop no País - ganhará cada vez mais peso e a eficiência energética será uma tendência nos escritórios, de acordo com as conclusões da segunda edição da "Your Office Anywhere", promovida pelo Avila Business Centers e o OJE. O escritório virtual é uma solução para a internacionalização das empresas portuguesas.

A reabilitação urbana tem sido um flop em Portugal. Só um município o faz verdadeiramente, o Porto, com projetos concretos no terreno", afirma Miguel Marques dos Santos, advogado, sócio da Garrigues. O responsável pelo departamento de imobiliário e urbanismo da Garrigues Portugal fala com conhecimento de causa, uma vez que coordenou o grupo de trabalho que apresentou a actual proposta de lei do arrendamento, tendo levado a cabo um estudo sobre o regime de arrendamento e de reabilitação urbana, com análise e soluções para os problemas existentes. As alterações à reabilitação urbana pretendam facilitar numa lógica de "fazer a reabilitação urbana, simplificando". Para o advogado, a nova legislação, que abrange o arrendamento, obras e reabilitação, "vai criar mais mercado no segmento de escritórios, assim que haja investimento para tal". Foi com esta apreciação pela óptica jurídica que Miguel Marques dos Santos abriu a segunda edição da "Your Office Anywhere". Subordinada ao tema "Mercado de Escritórios - Sustentabilidade, Gestão de Espaços e Tecnologias de Informação", organizada pelo Avila Business Centers, em parceria com o OJE.

Jorge Bota, managing partner da consultora imobiliária B. Prime, frisou que, na certificação energética, "a legislação criou maior pressão nos promotores, para terem a melhor qualificação possível nos seus projetos". Hoje, "cerca de 14% dos edifícios novos têm classificação A e A+ e a maioria tem certificação B e C". Isto porque atingir o patamar "A" envolve "um investimento muito pesado". E se, no passado, a certificação energética máxima era considerada por poucos, "hoje, as empresas, sobretudo as multinacionais, começam a ter algumas preocupações neste sentido para os seus espaços, embora ainda não estejam muito disponíveis para pagar". Jorge Bota defende que a "eficiência é um argumento de vendas - não há inquilinos dispostos a pagar mais por tal, mas é um argumento diferenciador". Diz ainda que "o investimento inicial nos edifícios com eficiência energética pode ser compensador e, ultrapassada a crise, vai ser uma tendência".

Em relação à mudança de instalações, "é importante para as empresas, na medida em que permite discutir e colocar muitos processos em causa", segundo Jorge Bota. A venda de escritórios "gera sempre dinamismo e tem resultados positivos se for bem gerida e tratada - o nível de satisfação das pessoas é muito elevado e reflecte-se numa maior produtividade". O managing partner da B. Prime admite que "os ocupantes empresariais são cada vez mais exigentes, querem ter mais por menos, além de que há uma redução na dimensão dos espaços". E, falando especificamente de Lisboa, apesar de não haver soluções "no centro da cidade, o que levou ao êxodo nos últimos anos para Oeiras e, mais recentemente, o Parque das Nações", considera que a reabilitação urbana vai ganhar cada vez mais peso.

Raquel Santana, responsável pela supervisão do serviço de escritório virtual, coworking e arrendamento de escritórios do Avila Business Centers, explica como o escritório virtual é uma solução para a internacionalização das empresas nacionais. A business center manager, que tem a seu cargo a plataforma myOffice (aplicação de escritórios virtuais orientada para dispositivos móveis) e a criação da myOffice International Network, enumera as vantagens deste serviço chave na mão customizável, como a morada para recepção de correspondência, o atendimento telefónico personalizado ou a disponibilização de espaços equipados para reuniões e acções de formação. Acrescenta que este tipo de solução flexível evita a deslocação ao país onde a empresa quer estar presente para procurar e alugar um espaço, demora 24 horas a ser instalada, no idioma local e "numa morada de prestígio, a um custo muito reduzido". E, apesar de ser ideal para empresas de pequena dimensão ou em início de actividade, Raquel Santana dá os exemplos da multinacional americana Starbucks, em Portugal com um escritório virtual, e da gigante da Internet Google, que entrou no Brasil com solução idêntica.

Rui Pereira da Silva, managing director de public services na Reditus Consulting, descreveu como um office center no Espaço Ávila foi a solução ideal na altura da criação da sua empresa em 2009, a SolidNetworks. "Por uma questão de custos de entrada - não tínhamos capital para investir num escritório próprio, a equipa era reduzida, e pelo serviço chave na mão", resume o responsável da start up, entretanto adquirida pela Reditus Consulting.

Pedro Aniceto, product & marketing manager na GMS Store, e Marcos Santos, diretor da divisão de negócio office na Microsoft Portugal, demonstraram as potencialidades das soluções tecnológicas como forma de facilitar o ambiente de trabalho - e o trabalho em si - dos profissionais em constante mobilidade. Para Pedro Aniceto, "o iPad mudou a forma de trabalhar, é uma desmaterialização do escritório. Além de que não há um igual: cada utilizador tem as suas aplicações e utilizações diferentes", consoante as necessidades profissionais e de lazer. Marcos Santos adianta que as plataformas colaborativas - as soluções "cloud" - permitem a "integração das comunicações" e tornam "os trabalhadores mais independentes, podendo trabalhar onde quiserem, desde que tenham ligação à Net".

Fonte: OJE

REABILITAÇÃO URBANA - ALTERAÇÕES LEGISLATIVAS


Alterações visam acelerar a reabilitação urbana.

Com cerca de 700 mil fogos devolutos, uma nova lei para a reabilitação urbana, a disponibilização de vários instrumentos de financiamento e a quebra nos preços do imobiliário, estão reunidas as condições para os promotores apostarem mais no negócio da reabilitação urbana.

O Executivo a par da proposta para reformar o mercado de arrendamento, também está a alterar as regras da reabilitação urbana com o objectivo de as simplificar. Entre as alterações que estão agora a ser planeadas está a possibilidade de os proprietários fazerem obras sem ser necessária uma licença: com o novo regime especial de reabilitação urbana, os proprietários de prédios com mais de 30 anos ou que estejam situados numa área de reabilitação urbana podem fazer obras bastando para tal uma comunicação prévia.

Por outro lado, aqueles que se recusarem a fazer obras podem ser obrigado a vender a casa. A ideia não é inédita - foi introduzida pelo Governo de José Sócrates, em 2009 -, mas agora deixará de haver um valor mínimo de base para a venda forçada. Esta penalização soma ao já previsto agravamento do IMI para proprietários que mantenham os seus imóveis fechados e devolutos.

A este nível, outras das alterações introduzidas pelo Governo é a possibilidade de os municípios assumirem a reabilitação das casas (alternativa à expropriação e à venda forçada), caso os proprietários não realizarem as obras. Nesse caso, o proprietário tem de ressarcir a Câmara do montante das obras. Mas se o valor não for pago, o município pode recorrer ao arrendamento forçado, ficando com o valor das rendas. Até aqui a lei permitia ao proprietário contestar o contrato de arrendamento e pedir a expropriação ou venda forçada.

O Ministério da Agricultura, do Mar, Ambiente e Ordenamento do Território (MAMAOT) introduziu ainda novidades no regime de expropriações. Até aqui a lei obrigava a que se especificassem os bens a expropriar, mas a proposta de lei afirma apenas que "podem ser expropriados os terrenos, os edifícios e as fracções que sejam necessários à execução da operação de reabilitação urbana".

No âmbito da reforma do arrendamento, com a criação do Balcão Nacional do Arrendamento, que permitirá acelerar os despejos de forma extrajudicial, o proprietário poderá garantir o despejo de um inquilino em apenas um mês, após dois meses de incumprimento no pagamento da renda ou caso o proprietário decida fazer obras de reabilitação no imóvel.

Para fazer as obras de reabilitação os proprietários podem contar com o financiamento da banca, com os fundos de reabilitação, que poderão juntar proprietários, autarquias e empresários, ou ainda, em alternativa, recorrer a fundos comunitário, como por exemplo dos fundos Jessica, desde que tenham alguns recursos próprios permitir fazer face à componente que é da responsabilidade do promotor do projecto.

A Fundação Eugénio de Almeida foi a primeira a receber financiamento no âmbito do Programa Jessica. O projecto de 3,3 milhões de euros, financiado através do BPI, tem por objectivo a requalificação de um conjunto de imóveis e interesse histórico, no centro da cidade de Évora. Mas, neste momento, estão em carteira 91 projectos de reabilitação nos três fundos do Jessica, totalizando um volume global de investimento de 382 milhões de euros.

Estes fundos têm uma capacidade de investimento directo de 335 milhões.

O Programa Jessica foi lançada conjuntamente pela Comissão Europeia, pelo Banco Europeu de Investimento e pelo Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa e visa apoiar os Estados-membro a utilizar mecanismos de engenharia financeira para financiar investimentos de reabilitação urbana, com recurso a fundos QREN e alavancados pelos Fundos de Desenvolvimento Urbano e da Direcção Geral de Tesouro e Finanças. Todos os projectos devem ter, contudo, uma perspectiva de rentabilidade económica.

O que muda na reabilitação!?
Obras avançam sem licença.
Com o novo regime especial de reabilitação urbana, os proprietários de prédios com mais de 30 anos ou que estejam situados numa área de reabilitação urbana podem fazer obras sem que seja necessária uma licença, bastando para isso uma comunicação prévia. Concluída a obra é necessário apenas um termo de responsabilidade assinado por um técnico. Os prédios que não estejam localizados numa Área de Reabilitação Urbana (ARU) podem beneficiar dos incentivos fiscais que as câmaras podem conceder.
Coimas para quem não cumpre.
Os responsáveis pelas obras que não cumpram o estipulado na lei estarão sujeitos a penas severas. As multas também foram alteradas na versão final do documento e variam entre 500 e os 600 mil euros, consoante os casos.
Para elevadores e gás basta maioria simples
A colocação de elevadores e a instalação de gás canalizado em prédios com mais de oito condóminos só precisa de uma maioria simples para que as obras possam ser feitas. Até aqui era necessário uma maioria de dois terços.
Rampas de acesso facilitadas
A colocação de rampas de acesso será ainda mais facilitada do que na versão que esteve em discussão pública. Na primeira versão era necessária a maioria dos condóminos e agora basta que um dos membros do agregado familiar tenha mobilidade reduzida para que o condómino possa instalar uma rampa de acesso ou uma plataforma elevatória, mediante comunicação ao administrador. Neste caso, o condómino suporta os custos de colocação.
Câmaras podem reabilitar
As autarquias podem assumir a reabilitação das casas (alternativa à expropriação e à venda forçada), se os proprietários não realizarem as obras. Nesse caso, o proprietário tem de ressarcir a Câmara do montante das obras.
Necessidades
- 1,9 milhões de fogos necessitam de intervenção (32% dos alojamentos).
- 820 mil casas exigem obras profundas de reabilitação.
- 335 mil são imóveis muito degradados e que exigem intervenção urgente.
- A reabilitação tem um peso muito pequeno no mercado nacional da construção (apenas 6,2%).

Fonte: DE

LEI DAS RENDAS : O QUE MUDA

Actualização das rendas.

A nova lei prevê uma atualização das rendas congeladas, num espaço de cinco anos. Os que beneficiarem de rendas antigas e não provarem a sua incapacidade financeira vão ver a sua renda a ser atualizada.
Negociação
A iniciativa de actualização do valor da renda partirá do senhorio, cabendo ao inquilino dizer se aceita o novo valor ou fazer uma contraproposta. A média dos valores propostos por ambas as partes servirá para calcular a nova renda ou, caso não haja acordo, o valor da indemnização que o senhorio terá a pagar para ficar com a casa livre. Este indemnização será equivalente a 60 rendas, ou seja cinco anos.
Despejos
Os inquilinos que falharem o pagamento de duas rendas seguidas serão despejados. O Ministério da Agricultura e ainda não definiu o critério para as rendas que não forem pagas intervaladas (com meses pagos pelo meio).
Despejo com indemnização
Em caso de indemnização, o despejo não será imediato, uma vez que o novo regime do arrendamento urbano dará um prazo de seis meses para a pessoa ou família abandonarem a casa. Se existirem estudantes no agregado (com idade até 26 anos) este prazo é prolongado por um ano.
Aumento mais suave das rendas
Os agregados familiares mais carenciados vão ter um aumento de renda mais suave. As famílias com rendimentos até 500 euros vão ter uma renda de 50 euros no máximo. Os agregados com rendimentos entre 500 e 1500 euros vão pagar 255 euros no máximo, segundo a proposta de lei. Entre 1500 e 2425 euros, o último escalão, a renda não pode ultrapassar os 606 euros. Estes mecanismos são válidos para os contratos anteriores a 1990 com rendas normalmente muito baixas.
Salvaguarda dos arrendatários
A prevista actualização das rendas antigas vai ter em conta os recursos económicos dos inquilinos e será gradual. Quem tiver + 65 anos, invalidez acima de 60% ou não tiver condições económicas terá salvaguardas. Haverá um período de cinco anos de transição para estes casos. No final deste período, a renda é actualizada e o Estado pode subsidiar a diferença.
Ajustamento anual
Nesse período de cinco anos de transição, o ajustamento anual nunca poderá ser superior a 25% do rendimento dos inquilinos. Para quem ganha até 500 euros mensais, a taxa de esforço fica limitada a 10%.
Seguro de renda
O presidente da autarquia lisboeta propôs este seguro com o objectivo de garantir os pagamentos em atraso sempre que estiverem a decorrer processos de despejo. Assim pretende-se proteger os proprietários de situações de incumprimento dando uma segurança extra aos contratos de arrendamento.
Realização de obras profundas ou demolição
Os senhorios vão ainda poder desalojar os seus inquilinos desde que citem a necessidade de realizar obras profundas na casa ou mesmo a demolição do imóvel. O memorando da troika já incluía este mecanismo - que favorece a reabilitação urbana - mas só ontem foram conhecidos mais pormenores.
Balcão de arrendamento
Será criado um balcão de arrendamento, onde os senhorios se podem dirigir quando considerarem que têm razões para terminar o contrato com o inquilino. Será esse balcão que informará o inquilino, que pode recusar sair. Nesse caso, o processo é resolvido em tribunal.
Recurso a tribunais
A lei, apesar de facilitar os despejos, continua a dificultar a resolução do conflitos, permitindo que a solução para os conflitos se arrastem em tribunal. A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, bateu o pé e não quis que os despejos ficassem de fora dos tribunais, contrariando assim a celeridade desejada pela troika.
Mais tempo para abandonar a casa
Os inquilinos incumpridores vão ter mais tempo para abandonar a casa do que o inicialmente proposto pelo Governo: 15 dias. Também os prazos para a oposição ao despejo aumentaram dos dez para os 15 dias. Em caso de se opor ao despejo, o inquilino deverá pagar a taxa de justiça e uma caução de seis meses sobre as rendas. 
Regime fiscal
O Governo quer aproximar o regime fiscal dos rendimentos prediais aos impostos cobrados ao capital. Na prática, isto pode implicar uma taxa liberatória mais baixa para quem arrende casas. “Queremos incentivar que mais pessoas coloquem as suas casas no mercado”, garantiu em Dezembro a ministra da tutela Assunção Cristas.
IMI
A actualização das rendas está presa por outro processo que corre em paralelo: a actualização do valor patrimonial dos imóveis antigos para efeitos de IMI.

Fonte: Dinheiro Vivo

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO

O investimento imobiliário distingue-se dos outros tipos de activos, existentes no mercado, por diversas razões, designadamente, pela elevada durabilidade, pela fixidez espacial, pela heterogeneidade, pelo elevado custo unitário, pela indivisibilidade, pela reduzida liquidez, pelos elevados custos de transacção, pela morosidade de produção de imóveis e pela necessidade de gestão de propriedade (Montezuma, 2007).

Em Portugal, o investimento imobiliário pode ser realizado de três formas: i) directamente em terrenos e edifícios; ii) indirectamente através de fundos de investimento imobiliário; iii) e também indirectamente investindo em acções de sociedades imobiliárias. 

O investimento directo poderá ser subdividido em investimento de rendimento e investimento de serviço próprio, que como facilmente se depreende, tem como finalidade a ocupação pela entidade proprietária. Historicamente, as principais razões que têm motivado o investimento no imobiliário são: a diversificação da carteira de investimentos; os rendimentos constantes ao longo do tempo e a protecção contra a inflação.