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sábado, 11 de fevereiro de 2017

O uso de informações georreferenciadas nas avaliações em massa.

Nos últimos anos, o crescente uso de Sistemas de Informações Geográficas (SIG) no gerenciamento das informações cadastrais municipais tem possibilitado a utilização de ferramentas de análise espacial e de técnicas geoestatísticas que os SIG disponibilizam.

Estas ferramentas, até agora escassamente utilizadas na área de avaliação imobiliária e na elaboração das Plantas de Valores Genéricos, podem contribuir grandemente na qualidade dos resultados alcançados, atingindo de forma mais adequada algumas das metas almejadas pelas administrações municipais, de administrar e gerir as receitas tributárias garantindo uma maior justiça e equidade fiscal (Liporoni, 2003).


A nível nacional e internacional, existe uma tendência crescente em relação ao uso das capacidades de análise dos SIG na consideração de fenómenos espaciais de todo o tipo.

Internacionalmente, inclusive na área de avaliação imobiliária, como mostram os trabalhos de Rodriguez et al. (1995), Bible e Hsieh (1996), Clapp et al. (1997), Can (1998), Thrall (1998), Anselin (1998a), Gonzalez (2000), Rivero e Velazquez (2002), McCluskey et al. (2002), Caballer et al. (2002), Silva et al. (2004), Michael (2004). Os SIG permitem realizar diversas análises exploratórias dos dados, descobrindo padrões espaciais, possíveis agrupamentos, regiões homogéneas, pontos atípicos e, no apoio à modelagem, permitem construir variáveis geograficamente definidas por meio de operações, como medição de distância a pólos de valorização, criação de regiões espacialmente definidas, entre outras variáveis que podem ser integradas nos modelos de inferência estatística. 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

GEORREFERENCIAMENTO, O FUTURO REGISTO PREDIAL


A Câmara dos Solicitadores criou o projeto Geopredial, que disponibiliza, aos cidadãos e empresas, o serviço de delimitação de imóveis.

O arranque do serviço deu-se ontem com a assinatura de um protocolo entre a Câmara de Solicitadores e a Câmara Municipal da Póvoa de Varizm. O serviço tem, na sua génese, a necessidade de conhecer melhor o território português, onde mais de um quinto do espaço é de propriedade desconhecida e apenas 15% dos imóveis têm o cadastro predial atualizado.

O projeto está a ser desenvolvido no Departamento de Informática da Câmara dos Solicitadores, sediado em Braga, com o apoio de Geojustiça, spin-off da Universidade do Minho. A experiência piloto do Geopredial será realizada na freguesia de Argivai, na Póvoa de Varzim, onde existem cerca de 350 prédios. Todos os dados geográficos ficarão centralizados numa plataforma.

O Geopredial permitirá que cidadãos e empresas possam obter uma delimitação exata da sua propriedade, através das tecnologias de georreferenciação. O serviço Geopredial englobará ainda apoio jurídico na legalização de património imobiliário, sendo que, com o apoio de um solicitador, cidadãos e empresas poderão atualizar o registo predial, a inscrição matricial e outros serviços relacionados com o imóvel.

Fonte:OJE